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	<title>DeVaNeIoS de 2 Mentes Irreverentes</title>
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	<description>crônicas sobre fatos reais e histórias engraçadas</description>
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		<title>DeVaNeIoS de 2 Mentes Irreverentes</title>
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		<title>Lembrancinha esquecidinha</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 20:51:37 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Para que serve a lembrancinha senão para ser esquecida em algum canto da sua casa? Sim, porque, se você não sofre de nenhuma mania de juntar tralha ou participa da série “os acumuladores”, certamente não guarda nenhuma lembrancinha. Normalmente, você ganha a lembrancinha, acha até “mimosa” no começo, mas, ao chegar em casa, coloca-a naquele [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=abrindopuertas.wordpress.com&amp;blog=10159558&amp;post=432&amp;subd=abrindopuertas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para que serve a lembrancinha senão para ser esquecida em algum canto da sua casa? Sim, porque, se você não sofre de nenhuma mania de juntar tralha ou participa da série “os acumuladores”, certamente não guarda nenhuma lembrancinha.</p>
<p>Normalmente, você ganha a lembrancinha, acha até “mimosa” no começo, mas, ao chegar em casa, coloca-a naquele buraco negro que as coisas somem por anos. Aí, certo dia, você está arrumando seu quarto e acha a tal da lembrancinha. “Nossa, aquela caixinha que eu nunca usei! Agora vai para o lixo”. Infelizmente este é o destino das lembrancinhas, mais cedo ou mais tarde: o lixo.</p>
<p>A lembrancinha, como o próprio nome sugere, é sempre algo pequeno: uma caixinha, um bibelozinho, algum “inho” sem utilidade. Normalmente ela é pequena o suficiente para fazer uma criança menor de 3 anos engasgar, e sem graça o bastante para não despertar o interesse de uma criança maior de 3 anos.</p>
<p>Nossa sábia Samylle ( gente, ela se aposentou do blog. Vamos fazer um manifesto?) sempre sintetiza as situações com frases ótimas . Saindo do hospital, após visitar as gêmeas da Paty, munidas das nossas devidas lembrancinhas, ela disse: “Lembrancinha boa é lembrancinha de comer”. E eu concordo. Naquele caso, era de comer, pegamos as nossas, comemos e pronto. Nada ficou entulhado em casa.</p>
<p>Educadamente, eu recuso lembrancinhas não comestíveis. Lá no fundo, eu acho que é uma atitude que faz a diferença. Se todos que não gostam de lembrancinha como eu passarem a recusar, o mercado vai à falência. Ou então, quando a situação não me deixa recusar, eu pego e dou para uma criança de rua. Ingenuidade minha achar que ela vai guardar, mas sinto que assim a lembrancinha terá alguma mínima utilidade na vida.</p>
<p>O pior de tudo é quando a pessoa que dá as lembrancinhas é a mesma que as confecciona. Nossa, que dó, que dó, que dó. Porque ela sempre super valoriza o trabalho: “passei a noite inteira pintando as caixinhas. Leva uma para você. Ah, fulana não veio. Leva uma para ela também”. A vida em sociedade me obriga a ser educada e sair carregada daquilo.</p>
<p>Eu, sinceramente, não consigo entender a onda das lembrancinhas. Já pensei até que fosse algo competitivo, do tipo: quem faz a menor caixinha do mundo? Quem faz o menor bonequinho do mundo com a cara mais perfeita do aniversariante? Sei lá qual o motivo, só sei que eu continuo firme no meu movimento individual de “abaixo às lembrancinhas”.</p>
<br />Filed under: <a href='http://abrindopuertas.wordpress.com/category/criticas/'>Críticas</a>, <a href='http://abrindopuertas.wordpress.com/category/micos/'>Micos</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/abrindopuertas.wordpress.com/432/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/abrindopuertas.wordpress.com/432/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/abrindopuertas.wordpress.com/432/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/abrindopuertas.wordpress.com/432/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/abrindopuertas.wordpress.com/432/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/abrindopuertas.wordpress.com/432/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/abrindopuertas.wordpress.com/432/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/abrindopuertas.wordpress.com/432/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/abrindopuertas.wordpress.com/432/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/abrindopuertas.wordpress.com/432/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/abrindopuertas.wordpress.com/432/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/abrindopuertas.wordpress.com/432/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/abrindopuertas.wordpress.com/432/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/abrindopuertas.wordpress.com/432/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=abrindopuertas.wordpress.com&amp;blog=10159558&amp;post=432&amp;subd=abrindopuertas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Saraivinha&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Sep 2011 14:37:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>abrindopuertas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todo mundo brinca me chamando de “Seu Saraiva”, por causa da minha fácil irritabilidade. Não que eu seja de dar “chilique” Isto, não. Mas é fato que muitas coisas me deixam irritadinha. Este é meu normal e já aceitei. Até tiro onda com isso. Mas, ultimamente, minha irritação tem passado do limite. Virou algo físico. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=abrindopuertas.wordpress.com&amp;blog=10159558&amp;post=430&amp;subd=abrindopuertas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo mundo brinca me chamando de “Seu Saraiva”, por causa da minha fácil irritabilidade. Não que eu seja de dar “chilique” Isto, não. Mas é fato que muitas coisas me deixam irritadinha. Este é meu normal e já aceitei. Até tiro onda com isso. Mas, ultimamente, minha irritação tem passado do limite. Virou algo físico. Juro que até comecei a ficar preocupada. Em uma crise de neurose, resolvi questionar a Samylle se eu andava muito irritada com ela, que queria ser mais amiga, companheira e não aquela pessoa que sempre se irrita com algo. Tudo anda me incomodando tanto que fiquei em pânico com medo de não estar sendo legal com as pessoas que merecem (afe, está até parecendo crise da meia idade.rsrsrs)</p>
<p>Com tanta coisa me irritando no fundo do coraçãozinho, resolvi verbalizar e percebi que o mundo anda irritante mesmo, gente. Tirando o trânsito e afins inerentes a uma cidade grande, há outras peculiaridades. Tudo começa de manhã (para quem não sabe, estou sem empregada porque a minha foi operada), quando a faxineira prepara o café da manhã e coloca os talheres de almoço. Uma colher gigante, um garfo gigante… Respira, Paula. Ela não foi treinada para isso. Ela faz questão de preparar um suco de laranja e ignorar o coador que já vem com a máquina de espremer. Põe aquele monte do “gomo” no suco. Relaxa, Paula, e vai trabalhar.</p>
<p>Ai, que delícia. Dia lindo. Chego no escritório, ligo o PC para ler as notícias dos jornais e dou uma fuçadinha no Facebook. Aí vem o arsenal de lixo. Mulheres mal amadas que só sabem dar indiretas, ou tentam se afirmar que são as pessoasmaisfelizesdomundo! E homens monotemáticos que, logo cedo, querem falar de futebol. Quarta-feira, então, é um dia que decidi não entrar no facebook. É futebol, futebol, futebol. Taça sei lá do quê, campeonato x, jogador y. Deus do Céu!!! No dia que a primeira mulher abriu a conferência da ONU (eu não votei nela), nenhum homem teve a capacidade de se atentar a este fato.</p>
<p>Solta e ar e relaxa, Paula. Ah, a hora do almoço é uma hora tão feliz. Vou em paz almoçar, relaxar, pensar na morte da bezerra… Mas NÃO! Chego ao restaurante e há uma TV ligada em um programa de quê? F-U-T-E-B-O-L. Não sei como chama. É algo tipo “roda viva”. Uma mesa que ficam discutindo um monte de coisas inúteis para a vida de qualquer um. E o pior é que um deles é um cara tão ignorante e chato que me irritou mais ainda. Acho que ele foi jogador, tem um olhos claros e fala igual um “jeca”. Aquilo foi me irritando tanto, mas tanto que vocês não imaginam. Todos os garçons desconcentrados vendo TV e não havia como ser bem atendida.</p>
<p>Decidi que o próximo almoço seria no shopping. Assim eu vejo lojinha e fico feliz. Mas como ficar feliz com uma vendedora que parece um cachorro carente? “Está procurando algo especial?” “Paz, você tem de que cor?” Sorria, Paula. A Chris diz que você expressa suas reacções muito claramente no rosto. Disfarça e finja ser simpática.</p>
<p>Não dá para ter paz em lugar nenhum. Tá bom. Então eu vou para a academia, ligo meu ipod, converso com algumas poucas pessoas que se salvam naquele ambiente, suo e durmo feliz. Eis que neste dia a academia nos presentou com um DJ, que realmente estava crendo que tocava para uma multidão. Era um som tão alto, mas tão alto que… me IRRITOU! Além da música ser uma daquelas que não tem letra (trance, drum, tecno, x, y, z), não dava para conversar, nem para escutar o ipod. Acho que meu rosto demonstrava tanto a minha irritação que umas 3 pessoas vieram me perguntar o que se passava.</p>
<p>Como diz o meu pai, “o que não tem solução, solucionado está”. O melhor é ir embora, já que o plano B (academia) não deu certo. No caminho, lembrei que precisava comprar o remédio da tireóide (será que é ela que me deixa assim?) e parei na farmácia. Ai, ai, ai. Quem foi que inventou a cestinha na farmácia?É só você pisar que vem alguém querendo te empurrar uma cestinha. People, eu odeio tudo que vem com “inha” (cestinha, lembrancinha … Só gosto da Paulinha. rs). Mas não adianta você negar. Basta mudar de corredor que outra pessoa vem perguntar se quer uma cestinha.</p>
<p>Tenho que andar com uma corda no pescoço pendurada com várias plaquinhas: “Não quero cestinha”, “Não estou procurando nada em especial” etc. Eu até dei risada neste dia porque percebi que meu prognóstico não é dos melhores. O que será de mim com 60 anos? Aquela velha chata que implica com crianças, bagunça, comida, tudo. Quem viver verá.</p>
<br />Filed under: <a href='http://abrindopuertas.wordpress.com/category/criticas/'>Críticas</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/abrindopuertas.wordpress.com/430/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/abrindopuertas.wordpress.com/430/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/abrindopuertas.wordpress.com/430/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/abrindopuertas.wordpress.com/430/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/abrindopuertas.wordpress.com/430/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/abrindopuertas.wordpress.com/430/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/abrindopuertas.wordpress.com/430/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/abrindopuertas.wordpress.com/430/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/abrindopuertas.wordpress.com/430/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/abrindopuertas.wordpress.com/430/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/abrindopuertas.wordpress.com/430/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/abrindopuertas.wordpress.com/430/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/abrindopuertas.wordpress.com/430/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/abrindopuertas.wordpress.com/430/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=abrindopuertas.wordpress.com&amp;blog=10159558&amp;post=430&amp;subd=abrindopuertas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Manias de solteira</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Apr 2011 17:24:09 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Já falamos em outro post sobre o fato de odiarmos casais que vão para um lugar animado, como uma balada ou um show e fazem questão de mostrar o desânimo existente em suas almas. Eles não curtem o ambiente e muito menos um ao outro: o semblante vazio e blasé nos constrange só de olhar. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=abrindopuertas.wordpress.com&amp;blog=10159558&amp;post=423&amp;subd=abrindopuertas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Já falamos em outro post sobre o fato de odiarmos casais que vão para um lugar animado, como uma balada ou um show e fazem questão de mostrar o desânimo existente em suas almas. Eles não curtem o ambiente e muito menos um ao outro: o semblante vazio e blasé nos constrange só de olhar. É um rostinho com uma “preguiça de viver”ou a famosa “morte em vida“.</p>
<p style="text-align:justify;">Como sempre me mandam ver o lado bom de estar solteira, decidi escrever um post sobre coisas que odeio sobre formar um casal.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Odeio casais que não se desgrudam, que têm que ter aquele ponto de contato. Certa vez vi um casal sentado lado a lado em um banco e ligado apenas pelo dedinho. Por quê, people? Eu, particularmente, não gosto do bom e velho clichê: “mãos dadas”. Por que temos a obrigação de andar de mãos dadas apenas porque somos namorados? Eu fico com a mão suada. Sério, acho péssimo. Existem apenas 3opções para mim: ou cada um na sua, ou eu pendurada pelo braço, sendo arrastada pelo amado, ou namorado segurar no meu pescoço. Mas esta última não é muito bem vista por certo tipo de público. Acho que é algo bem típico em casais, mas me incomodam MUITO as mãos suadinhas juntinhas.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Outro aspecto que acho bastante constrangedor é o fato dos namorados segurarem a bolsa da mulher. Sempre que vejo a cena de um casal andando de mãos dadas no shopping e o cara levando a bolsa Louis Vuitton da namorada já me vem à mente: “Olha o Otário e a Incapaz”.</p>
<p style="text-align:justify;">Que tipo de mulher é você que não consegue carregar a própria bolsa? Gente, só para deixar claro que estou falando de bolsa e não de mala (malas os homens têm uma obrigação moral de carregar). Certa vez me foi feita essa proposta: “Quer que carregue a sua bolsa?“ O que bateu na minha cabeça foi uma pergunta como: “Posso usar a sua calcinha?”. Respondi com um não instantâneo e incisivo. Podem me criticar, mas acho muito tosco e tenho orgulho de ser o tipo de mulher que carrega a própria bolsa.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Agora vem o famoso “dormir de conchinha”. Isso é um pouco complicado, não? Adoro ficar abraçadinha e tal, mas, para dormir, dormir de verdade, preciso de espaço para respirar. Não gosto de ninguém me sufocando nem suando do meu lado( acho que tenho problema com suor alheio). Não é normal ter que dormir em posição fetal com um peso nas costas, gente.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Outra situação extremamente irritante também ocorre quando o namorado tem um ritmo de vida diferente do seu. Melhor explicando, eu e a Paula, por exemplo, amaaaaamos dormir e ficar na cama deitadas infinitamente, em semi-coma. Entretanto, por vezes, o namorado gosta de “viver“. Aquele tipinho que prefere acordar cedo domingo para andar de bike no “ibira”, sabem? Tenho horror! Esses tipos sempre proferem as seguintes frases: “Você vai passar a vida dormindo?” -“ Vamos!!! Você tem que aproveitar o dia!” -“Olha que dia lindo”. E eu penso: “Vai andar na merda do seu parque lotado e eu deixa passar a MINHA vida dormindo”.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Um mal que acomete esses tipos “viver a vida” é o fato de eles não aguentarem a si mesmos. Para mim, é um problema psicológico muito grave: uma mãe dominadora é a única explicação. Me digam o motivo do ser humano não conseguir acordar e ficar sozinho um pouco enquanto eu durmo. Vai comer, ler, ouvir seu ipod … mas, não. Ele tem que ficar fazendo barulho repetitivos e irritantes, movendo-se para deixar bem claro que ELE já acordou. Na boa, isso é motivo para o fim de qualquer relacionamento. Não tem como prosperar algo. Como gosto de dar um tom de profundidade a qualquer tipo de discussão eu já começo: isso só demonstra o seu egoísmo, sua falta de compaixão, e sua incapacidade de compreender minhas reais necessidades (dormir até 13 horas).</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Mas, como eu também sou humilde, após alguns apontamentos sobre as falhas alheias, confesso que tenho 1 (U-M-A) mania que irrita quem está ao meu lado tentando dormir ou querendo acordar de vez. Eu amo o botão “soneca” do despertador: já consegui dormir 3 horas a mais apertando o lindo botão de dez em dez minutos. Após levar uma leve bronca, notei que talveeez essa paixão pelo “soneca” não seja uma mania nacional.</p>
<br />Filed under: <a href='http://abrindopuertas.wordpress.com/category/criticas/'>Críticas</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/abrindopuertas.wordpress.com/423/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/abrindopuertas.wordpress.com/423/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/abrindopuertas.wordpress.com/423/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/abrindopuertas.wordpress.com/423/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/abrindopuertas.wordpress.com/423/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/abrindopuertas.wordpress.com/423/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/abrindopuertas.wordpress.com/423/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/abrindopuertas.wordpress.com/423/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/abrindopuertas.wordpress.com/423/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/abrindopuertas.wordpress.com/423/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/abrindopuertas.wordpress.com/423/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/abrindopuertas.wordpress.com/423/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/abrindopuertas.wordpress.com/423/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/abrindopuertas.wordpress.com/423/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=abrindopuertas.wordpress.com&amp;blog=10159558&amp;post=423&amp;subd=abrindopuertas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Vovó sabe o que fala</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Mar 2011 15:04:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>abrindopuertas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Após uma década sem escrever, me rendi às pressões da Paula e cá estou outra vez. Afinal, após ouvir o quão legal era o blog da “Paula”, tenho que comprovar que isto aqui também é meu, né? Enfim, após pensar sobre o tema, decidi escrever sobre algo muito comum na vida de uma solteira: carência [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=abrindopuertas.wordpress.com&amp;blog=10159558&amp;post=421&amp;subd=abrindopuertas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family:Cambria;"><span style="font-family:Calisto MT;">Após uma década sem escrever, me rendi às pressões da Paula e cá estou outra vez. Afinal, após ouvir o quão legal era o blog da “Paula”, tenho que comprovar que isto aqui também é meu, né?</p>
<p>Enfim, após pensar sobre o tema, decidi escrever sobre algo muito comum na vida de uma solteira: carência e pressão familiar.</p>
<p>Pois, amigas, aquele papinho que “não troco minha liberdade por nada nesse mundo” é conversa para boi dormir. Sim, estou cuidando do meu jardim (apesar de achar melhor ter um bom jardineiro), mas a carência é algo humano, e que nos faz cometer loucuras piores do que a paixão. A carência é como uma droga: a sua overdose é uma das mais maléficas.</p>
<p>Sabe aquela mensagem que você manda bêbada para algum ex? Tentando ressuscitar das trevas aquele amor zumbi? Letrinhas de músicas são as mais comuns, e o bom é que você ainda pode dizer que você estava “apenas cantando”: “O seu amor pode estar do seu lado” ;“ Só gosto com você adivinha o quê?”; “Se isso não é amor, o que mais pode ser?”; “Tu és o quê? És boiolão? Tu vai ou não?”. E por aí segue a playlist de uma carente.</p>
<p>Trata-se de uma gama infinita de músicas bregas que podemos usar como última tentativa de matar aquela carência básica. Nessa hora eu realmente tenho inveja dos homens: eles são tão mais bem resolvidos nessa área. Conseguem separar o joio do trigo mais facilmente do que nós. Uma frieza inerente ao cromossomo “y”.</p>
<p>Minha vó da Bahia se comove muito com a minha situação e por vezes me liga para dar “dicas”:</p>
<p>“Samylle, vi na TV que o lugar de arranjar namorado é na churrascaria. Você tem que deixar de ir na balada, porque lá não tem ninguém que preste. Na churrascaria você vai encontrar alguém.”</p>
<p>“ Você tem que aprender a fazer algum ‘doce’ pelo menos.”</p>
<p>“ Você é muito implicante, finge que você nem está ligando.”</p>
<p>De tão preocupada com minha solteirice, outro dia recebi uma carta dela, com um embrulho, escrito: “Abra: esse é o nosso segredo”. Era um papel minúsculo dobrado e dentro um recorte de revista com uma frase de uma atriz: “Os homens sentem o desespero da mulher, e eles acabam fugindo.”</p>
<p>Que medo da minha vó. Tão longe de mim, sem ter idéia do meu comportamento na balada, ela tem certeza que eu já fiquei para titia. Com a minha idade, ela já tinha 13 anos de casada e era mãe.</p>
<p>Do última vez que a encontrei fiquei sob o regime de liberdade assistida. Não podia ir sozinha até a praia pois lá havia muitos “ tarados”. Tinha que tomar banho de sol na varanda de casa, sob os olhos atentos da vó baiana.</p>
<p>Não sabe ela que o problema da mulher moderna não são os tarados, mas, sim, os viados. Mas como com vó não se discute, tomei meu banho de sol e continuei a ouvir os conselhos de sobre como arrumar um bom marido. É sempre bom saber que alguém bota fé e torce por mim.</p>
<p></span></span></p>
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		<title>Me dá uma preguiça&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Mar 2011 04:21:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>abrindopuertas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[agridoce]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[preguiça]]></category>

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		<description><![CDATA[Fui carinhosamente apelidada de “agridoce” pelos meus amigos. Já percebi que meu lado “doce” é menos produtivo que o “agri“. Então, agora que me sinto de volta ao último, tenho que aproveitar os meus pensamentos. Estava refletindo sobre como sou altamente irritável. Isto não quer dizer explosiva. Muito pelo contrário: sou muito contida e reservada. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=abrindopuertas.wordpress.com&amp;blog=10159558&amp;post=418&amp;subd=abrindopuertas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fui carinhosamente apelidada de “agridoce” pelos meus amigos. Já percebi que meu lado “doce” é menos produtivo que o “agri“. Então, agora que me sinto de volta ao último, tenho que aproveitar os meus pensamentos.</p>
<p>Estava refletindo sobre como sou altamente irritável. Isto não quer dizer explosiva. Muito pelo contrário: sou muito contida e reservada. Detesto me expor demasiadamente. Mas dentro do meu coraçãozinho fica muita raiva às vezes.</p>
<p>Decidi extravasar um pouco e lista algumas coisas e situações as quais tenho imensa preguiça.</p>
<p>1- Tenho preguiça de emergentes</p>
<p>Legal a ascensão na vida. Parabéns. Mas é tão cansativo ver pessoas afetadas com mínimas coisas, tipo uma voltinha a pé na Oscar Freire, uma compra de um quadro&#8230; Tem gente que “twitta” tudo que faz ou compra e faz questão de tirar foto de uma sacola de alguma loja famosa, que demonstre status.</p>
<p>2 &#8211; Tenho preguiça de drogados da classe média hipócritas</p>
<p>É o tipo de pessoa que adora criticar o sistema &#8211; por vezes pregam o falecido socialismo &#8211; mas são incapazes de abandonar o seu baseado.</p>
<p>3 &#8211; Tenho preguiça de pessoas fanáticas por novas amizades</p>
<p>Sério, tem gente que sonha em ser melhor amiga de todo mundo. É aquela pessoa que gruda e pesa logo após ser apresentada a você, fazendo piadas sem graça o tempo todo e obrigando-a (o) a ficar com o maxilar cansado de tanta risada forçada&#8230;</p>
<p>4- Tenho preguiça de quem faz escova no vestiário da academia antes de fazer ginástica ou musculação</p>
<p>Deus do céu. Ninguém precisa ser tão descabelada como eu, mas daí a fazer escova está fugindo um pouco do propósito de malhar, não?</p>
<p>5- Tenho preguiça de paulistano que ama a cidade porque pode comer o que quiser às 3 da manhã</p>
<p>Quem precisa comer urgente algo específico às 3 da manhã? Só dou um desconto para as grávidas&#8230;</p>
<p>6 &#8211; Tenho preguiça de grávidas</p>
<p>Não me levem a mal. Estou com o lado materno bem mais forte que há uns 2 anos. Já acho bebês tão fofos como filhotes de cachorro. Mas há grávidas que são cansativas&#8230; Já escrevi sobre isso:</p>
<p>7- Tenho preguiça de quem escreve errado de propósito</p>
<p>Algumas blogueiras adoram americanizar as palavras, colocando “ph” no lugar de “f” e os adolescentes que vivem escrevendo com muitas abreviaturas&#8230;</p>
<p>8- Tenho preguiça de quem estuda em escola americana</p>
<p>Estas pessoas não têm o menor apego pelo país, sonham em morar fora,só conhecem música estrangeira e não conseguem formular uma oração sem colocar uma palavra em inglês.</p>
<p>9 &#8211; Tenho preguiça de gay que quer fingir ser machão</p>
<p>Gay enrustido eu respeito. Deve ser difícil assumir. Mas fingir que é o pegador, ficar se gabando e dando em cima de um monte de mulheres vai além da minha capacidade de bondade.</p>
<p>10 &#8211; Tenho preguiça de pessoas que querem te catequizar a qualquer custo</p>
<p>Não falo de religião (apesar de se incluir também), mas de qualquer estilo de vida. Algumas pessoas levam seu estilo de vida como verdadeira religião e não poupam esforços para convencer-nos a sermos como eles. Vamos respeitar a individualidade.</p>
<p>11- Tenho preguiça de pedreiro na hora do almoço</p>
<p>Eles ficam na frente da obra, comendo a marmita, enfileirados, enchendo o saco de nós, mulheres.</p>
<p>12- Tenho preguiça de quem usa óculos escuros na balada.</p>
<p>Alguém me explica? Alguma droga que causa isso?</p>
<p>Até me deu sono. Se eu lembrar de mais alguma listinha, escrevo mais.</p>
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		<title>Ora pois-Parte 2</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Jan 2011 12:54:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>abrindopuertas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bom, eu tinha prometido escrever sobre a nightlife de Lisboa, mas, por ora, vou contar, então, sobre minha ida à academia. Como de hábito, não haveria de ser nada tranqüilo, pois, apesar de gostar de fazer exercícios, tenho pavor do estilo de vida muitas vezes praticados pelos freqüentadores assíduos do local. Depois de um tempo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=abrindopuertas.wordpress.com&amp;blog=10159558&amp;post=415&amp;subd=abrindopuertas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom, eu tinha prometido escrever sobre a nightlife de Lisboa, mas, por ora, vou contar, então, sobre minha ida à academia. Como de hábito, não haveria de ser nada tranqüilo, pois, apesar de gostar de fazer exercícios, tenho pavor do estilo de vida muitas vezes praticados pelos freqüentadores assíduos do local.</p>
<p>Depois de um tempo aqui em Portugal sem fazer exercícios, decidi que era hora de me mexer. Estava sentindo falta de exercícios e também seria uma oportunidade de conhecer uma academia daqui. O diretor da empresa que estou, Alexandre, me indicou a que ele freqüenta, que é a maior rede que existe aqui. Mesmo prestes a voltar, resolvi aproveitar.</p>
<p>Tenho que fazer um adendo: estava sem aquecimento no quarto e morria de frio. Solidária com meu triste tremor tupiniquim, a Sandra, uma outra diretora da empresa, gentilmente se ofereceu para me ceder o aquecedor que ela usa na sala &#8211; ela também está sem aquecimento central ou de ar condicionado- para que eu traga todo dia, durma com ele, e leve de manhã para o escritório.</p>
<p>No meu primeiro dia de academia, esqueci de pegar o aquecedor. Cheguei em casa, me troquei e liguei para o Alexandre pegar para mim &#8211; tínhamos combinado de nos encontrar na frente do escritório para irmos juntos. A idéia era voltar de carona com ele + o aquecedor, até que eu descobri que malhar para ele significa fazer 30 minutos de musculação. Eu, que estava empolgadíssima, dispensei a carona da volta. </p>
<p>Alex: Mas, então, como vais fazer com o aquecedor?<br />
Eu: Vou levar para a academia.<br />
Alex: É um bocado estranho, Paula. Não faças isso.<br />
Eu: Melhor que passar frio.</p>
<p>Chego eu, então, com o aquecedor na mão (não havia sacola), fios pendurados, pagando um leve mico. Ainda bem que me preocupo “zero” com estas coisas.</p>
<p>A academia é realmente linda. Estou falando de decoração, acabamento, portas&#8230; Por vezes, parece um shopping de alto padrão. Olhei o quadro de aulas e decidi fazer a de pilates. Peguei a senha e fui feliz, crente que ia ficar uma hora me divertindo.</p>
<p>Quando entrei na sala, dei a maior sorte, porque a professora estava substituindo outra. Ou seja, ela não conhecia ninguém, de forma que eu não precisava me apresentar, explicar minha origem, nada&#8230; Ela até perguntou se tinha aluno novo, mas fingi que não era comigo.</p>
<p>A sala ficou toda apagada (é pilates ou alongamento?). E a única luz que ficou acesa foi aquela de balada, com bolas coloridas girando no teto. Eu, sem óculos, no escuro, com aquilo girando&#8230; Não demorou muito para eu desistir de tentar enxergar a professora.</p>
<p>Ela até que era fofa e fazia correções e objeções técnicas interessantes. O problema foi ela querer fazer muitas piadas e interagir demais. Para ficarmos com o corpo rígido, ela teve a capacidade de perguntar quem gostava de spaghetti.</p>
<p>“Whatarrel?” Será que fica mal se eu nem levantar a mão? O que está louca está querendo? Então ela pediu para sermos um spaghetti antes de entrar na panela &#8211; duro.</p>
<p>Dei um sorrisinho. Vai que ela está me olhando (lembram-se que estava escuro? Não sabia se ela estava me vendo). Aí, para compensarmos a coluna, abraçando os joelhos, ela pediu para ficarmos como um spaghetti depois que cai na panela&#8230;</p>
<p>Paciência, Paula. Você é uma estranha no ninho. Cative as pessoas&#8230;</p>
<p>Terminada a aula, fiquei um pouco desapontada e decidi fazer musculação. Simplesmente não havia mulheres, a não ser uma personal trainer. Não havendo meninas, não havia peso de meninas. Os pesos partiam de 7,5kg e isto limitou um pouco, mas não me deixei abater.</p>
<p>O momento ápice foi quando decidi fazer “remada” (não tenho certeza se este é o nome do exercício) no aparelho. Sinceramente, não sei com quantos quilos faço remada. Em sendo um aparelho diferente do que estou habituada, não tinha idéia de quantas “barrinhas” ia colocar.</p>
<p>Fiquei esperando um cara terminar de fazer o exercício. Ele puxou o aparelho e começou a gritar: “Fuuuuuuck! Fuck! Fuck! Fuck!” Iniciou os exercícios e mais “fuck! Fuck! Fuck!” Humildemente, quando chegou a minha vez, coloquei menos da metade do que ele estava “puxando”. Depois de tanto “fuck”, imaginei que seria plausível&#8230;</p>
<p>Quando puxei a máquina, parecia uma pluma. Aumentei mais um pouco. Ainda estava leve. Mais um pouco, leve de novo. E aí o momento fatídico chegou: coloquei mais que o dito cujo. Fiz os exercícios sem “fuck”. Juuuuuro que não fiz por mal, mas ele ficou péssimo. Olhou desolado, virou para o amigo e disse: “É estrangeira”.</p>
<p>Ainda não entendi o que isto significa, nem me esforcei para interagir com os demais. Resolvi fazer o que sei de melhor naquele momento: embarcar na PaulLand. </p>
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		<title>Ora pois &#8211; Parte 1</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Jan 2011 12:12:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>abrindopuertas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nem todos sabem, mas estou em Lisboa. Neste caso, o que todo mundo espera é uma lista de foras e comigo não seria diferente. Como já aconteceram várias coisas e ainda tenho mais uns bons dias por aqui, hoje, domingo, estou mais inspirada e decidi partilhar algumas coisinhas com vocês. Assim, inauguramos a temporada 2011 [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=abrindopuertas.wordpress.com&amp;blog=10159558&amp;post=412&amp;subd=abrindopuertas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nem todos sabem, mas estou em Lisboa. Neste caso, o que todo mundo espera é uma lista de foras e comigo não seria diferente. Como já aconteceram várias coisas e ainda tenho mais uns bons dias por aqui, hoje, domingo, estou mais inspirada e decidi partilhar algumas coisinhas com vocês. Assim, inauguramos a temporada 2011 do blog em ritmo internacional.</p>
<p>Quando estava vindo, recebi um email com todos os detalhes da estadia, endereço e vinha a informação que era servido “pequeno-almoço”. Achei o cúmulo da pobreza. Ou serve um almoço decente ou não serve nada. Vem com este tal de pequeno&#8230; Um baita frio e não alimentam as pessoas direito. Não demorou muito para eu descobrir que era café da manhã.</p>
<p>Quem me conhece sabe que um dos poucos prazeres que tenho é beber coca zero. Aquele gás é tudo. Rsrsrs. Mas aqui é over, baby. Todos ficam impressionados. O refri vem menos na latinha e na garrafa. Fora que eu peço gelo, muito gelo, independente da temperatura externa. E eles sempre perguntam: “Gelo???? Mas ta gelado”. Primeiro, o gelado para eles é &#8220;morno&#8221; para nós. Segundo, a garganta é minha e a falta de imunidade também&#8230; A situação é tão chata que, por vezes, tomo aquela coca insossa mesmo.</p>
<p>Apesar de beber coca todos os dias, eu bebo muuuuita água. Muita mesmo. Mas os portugueses estão me chocando. Eles tomam muita água na refeição. Já vi gente pedir garrafa de 1 litro para o almoço. Crazy.</p>
<p>Também ando com dificuldade para entender onde está escrito o acompanhamento do prato. Eles sempre possuem elementos-surpresa. Sempre torço para ser algo gostoso. Mas há grandes chances de vir um ovo frito em cima. Uma mania de ovo que já tô de saco cheio&#8230; Até em cima do misto quente veio um ovo frito.</p>
<p>Fui jantar no fim de semana e vi no menu “Steak Tartar à Sacramento”.</p>
<p>- Por favor, este steak tartar é como?</p>
<p>- Bife Tártaro.</p>
<p>- Sim, mas ele vem como?</p>
<p>- Como todos. O bife cru, picado, com temperos&#8230;</p>
<p>- Mas e o “à Sacramento”?</p>
<p>- É o nome do restaurante.</p>
<p>- Interessante. E isto significa o quê?</p>
<p>- Nada. Tá no menu para parecer mais interessante.</p>
<p>“Whatarrel, people?”</p>
<p>Ontem entrei em uma lanchonete de dois andares. Queria refrigerante, mas na vitrine só tinha suco. Então perguntei se comprava o refri embaixo ou em cima. Ela disse que dependia da onde eu queria ficar: embaixo ou em cima. Anta. Não entendeu, mas beleza. Comprei e fui embora.</p>
<p>Ainda no quesito alimentação, mas partindo para o supermercado, já to ficando p. com a caixa do “Pingo Doce”. É uma “miseraveza” com sacola que vocês nem imaginam. No primeiro dia que fui, comprei várias coisas e ela me perguntou: “Vai querer sacola?” Como há várias situações que não consigo entender o português, não pude acreditar que ela estava me perguntando aquilo, já que não haveria como carregar tudo nas mãos. Pedi para repetir. Não acreditei na pergunta de novo. “Sacola? Quero.”</p>
<p>Eis que a dondoca tem um monte de sacola no colo. Parece uma criança escondendo tudo ali debaixo. E ela me deu 1 (U-M-A) sacola. Tudo bem que o bacana é ter sacola ecológica, entendo. Mas eu sou de fora, não carrego nada. E ficam com essa de &#8220;regular&#8221; sacola.</p>
<p>No outro dia, foi a mesma coisa. Agora eu já chego falando “sacola”. Meu boa tarde virou “sacola”. Falo sorrindo, porque já dá a entender que falei “boa tarde+gostaria de bastante sacola”. Mas ela não entende. Me dá uma! Aí não resisti. Pedi mais sacola. Ela me ignorou. Pedi de novo. Ela olhou minha sacola e o restante das compras com jeito opressor, como se querendo dizer que era para eu enfiar tudo junto. Eu sorri e disse: “Vai rasgar”. Ela me deu mais uma.</p>
<p>Porém, ontem descobri que as sacolas são pagas. Agora tudo mudou. Tô pagando e tenho direito. Mais tarde vou lá para comprar vááááárias sacolas.</p>
<p>Mudando de ramo, fui comprar um secador no chinês- aqui tem muita lojinha de porcaria. Como a voltagem é 220, quis comprar um mais porcaria só para não ficar resfriada. Entrei na loja e perguntei para o chinês se tinha. Ele falou q sim e ponto. Presume-se que quero saber onde&#8230; Mas ok, serei mais clara: &#8220;Onde?&#8221; Ele aponta a loja. Como se falasse: na loja.</p>
<p>Fiquei rodando e quando estava prestes a xingá-lo, escuto um assovio e era o chinês me mostrando.</p>
<p>Tive a estúpida idéia de perguntar se algum era bivolt. Ele respondeu:. &#8220;Portugal 220&#8243; Aí quis explicar que no Brasil é 110v, gostaria de levar para lá&#8230; mas ele virou as costas e me largou falando sozinha. Misto de chinês com português só podia resultar nesta simpatia.</p>
<p>Bom, a primeira rodada de notícias está aí. Acho que na próxima contarei um pouco do nightlife.</p>
<p>Beijos!</p>
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		<title>Uma casquinha mixta por uma carteira de motorista</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Dec 2010 02:22:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>abrindopuertas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tive que renovar minha carteira de motorista. Para isso, precisava fazer o exame médico. Como fazia alguns anos que eu tinha tirado a primeira carteira, não lembrava de quase nada deste exame. Só lembrava que tinha que falar as cores e, no fim, eu percebi que eram as cores do sinal de trânsito (ao invés [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=abrindopuertas.wordpress.com&amp;blog=10159558&amp;post=406&amp;subd=abrindopuertas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-family:Calibri;font-size:medium;"><span style="font-family:Calibri;font-size:medium;">Tive que renovar minha carteira de motorista. Para isso, precisava fazer o exame médico. Como fazia alguns anos que eu tinha tirado a primeira carteira, não lembrava de quase nada deste exame. Só lembrava que tinha que falar as cores e, no fim, eu percebi que eram as cores do sinal de trânsito (ao invés de falar laranja, devia ter falado amarelo, então).</span></span></div>
<p><span style="font-family:Calibri;font-size:medium;"><span style="font-family:Calibri;font-size:medium;">Mas tudo bem. O exame não deveria ser nada demais e nem me preocupei. Fazia muito calor no dia, coloquei uma saia, uma regata e saí correndo atrasada. Chegando à auto-escola, tudo me pareceu um pouco insalubre, sujo, estranho, mas, como era rápido, só me restava esperar. Fiquei em uma área aberta, com várias carteiras de estudante, sozinha, até que passou um homem bem moreno, parecendo um árabe, de branco. Era o médico, mas eu não tinha percebido, porque ele não tinha “pinta” de médico.</p>
<p>Passados 5 minutos, ele me chamou. Sentei ainda “esbaforida” na cadeira, com a bolsa no colo, pois estava de saia. Na hora, ele, de um jeito levemente safado, disse para eu colocar a bolsa na cadeira ao lado. Como eu estava meio aérea e não sabia como era o exame, acabei obedecendo.</p>
<p>Na sequência, passamos para os testes práticos e o primeiro era ler umas letras minúsculas, como aquelas de consultório médico. Não lembrava de ter feito isso no primeiro exame. E o pior: eu precisava usar óculos àquela época, mas ainda não havia me rendido ao fato. Quando comecei a ler, as letras foram ficando cada vez menores, impossíveis de decifrar e decidi ir chutando. Afinal, o alfabeto nem é tão grande assim.</p>
<p>No meio da leitura, fiquei desesperada e achei que fosse ser reprovada. Foram segundos de tensão na minha cabeça: “Paula! Cadê os óculos? Será que reprova neste teste?” Terminei este teste, passei para os outros, ainda triste com o mau desempenho do primeiro, até que o “doutor” deu a deixa que eu precisava.</p>
<p>Ao caminhar para voltar a sentar à frente dele, elogiou minha cor: “Mas que cor bonita, hein?” Bom, só o que me restava era cativá-lo a qualquer custo. Ao ler “cativar“, entendam: “dar um pequeno mole”. Então respondi num tom tão meigo e distante da minha personalidade, super sorridente:</p>
<p>“Ah, é minha cor mesmo”</p>
<p>E ele: “Mas também você é do Rio, né?”</p>
<p>“Sou, mas mudei faz tempo&#8230;”</p>
<p>“Você ainda tem sotaque?’</p>
<p>“Acho que um pouco&#8230;”</p>
<p>E aí veio o assédio que eu nunca imaginei. Ele virou e disse: “Então fala para mim: Me dá um casquinha mixta?”</p>
<p></span></span></p>
<p><span style="font-family:Calibri;font-size:medium;"><span style="font-family:Calibri;font-size:medium;"><a href="http://abrindopuertas.files.wordpress.com/2010/12/casquinha_mista_slide.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-408" title="casquinha_mista_slide" src="http://abrindopuertas.files.wordpress.com/2010/12/casquinha_mista_slide.jpg?w=100&#038;h=300" alt="" width="100" height="300" /></a></span></span></p>
<p>Como assim? Que vergonha! Eu nunca ia conseguir falar aquilo. Tentei a todo custo convencê-lo de que eu não tinha mais sotaque, que não queria falar etc. Mas não me restou outra opção. Ele emperrou na casquinha mixta e, para prosseguirmos e finalmente eu renovar minha carteira, percebi que seria necessário passar por aquilo. Falei super sem graça, quase cabisbaixa: “Me dá uma casquinha mixta.”</p>
<p>O tarado achou o máximo e deu a maior gargalhada. E logo emendou: “E o coraçãozinho, como está?’</p>
<p>O que responder nesta hora? Que ele está bem&#8230; Mas ele deu um jeito de perguntar de relacionamento, e eu também dei um jeito de desconversar. E aí ele anunciou o momento fatídico: “Então vamos ouvir o coração?”</p>
<p>Fiquei gelada na hora. Vi uma maca, já imaginei que eu teria que deitar, ele viria com o estetoscópio, passaria a mão em mim&#8230; Que pânico. Segundos de pavor, pensando em como eu iria escapar daquele homem imenso e tarado.</p>
<p>A luz no fim do túnel apareceu quando ele tirou aquele aparelho de colocar no pulso que mede a pressão e batidas do coração. Foi um alívio indescritível. Tudo estava ok, exceto eu, que fui da simpatia à vergonha e depois ao pânico em poucos minutos.</p>
<p>Realmente a mulher consegue quase tudo o que quer quando sabe ser simpática. Mas algumas simpatias custam muito caro.</p>
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		<title>De boca fechada não se dá fora algum</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Nov 2010 03:10:12 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-family:Calibri;"><span style="font-family:Calibri;font-size:medium;"><span style="font-family:Calibri;font-size:medium;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></span></span></div>
<div><span style="font-family:Calibri;"><span style="font-family:Calibri;font-size:medium;"><span style="font-family:Calibri;font-size:medium;"><span style="font-family:Calibri;"></span></span></span></span></div>
<p><span style="font-family:Calibri;"><span style="font-family:Calibri;font-size:medium;"><span style="font-family:Calibri;font-size:medium;"><span style="font-family:Calibri;"></p>
<p style="text-align:justify;">Sábado à noite e engajadas na nossa fase “vamos ter uma vida mais cultural e menos ébria”, a Samylle marcou com a galera de assistirmos uma peça do Marcelo Rubens Paiva em um teatro da praça Roosevelt.</p>
<p style="text-align:justify;">Apesar da “pegada roots”, eu curti a idéia, porque gosto de teatro e sabia que a Samylle ia escolher uma peça interessante (já que temos afinidades para livros também), além de estarmos em um grupo de umas 10 pessoas, o que é sempre garantia de bom papo e diversão.</p>
<p>Ela havia me dito que o nome do lugar era “Satiruzum”. Porém, quando estacionei o carro, vi que o lugar se chamava “Satyros”. Antes da peça, ficamos em um bar bebendo e ela não parava de falar no tal do Satiruzum. Eu até me contive para não contrariá-La, mas chegou um hora em que eu não agüentei e falei: “Samylle, o lugar chama Satyros. O “zum” você colocou por sua conta.” Logo ela deu risada da minha distração e miopia evidentes e me explicou que o lugar, na verdade, chamava-se “Satyros 1 (hum)”. Até aí, normal eu dar pequeno fora. Achei que fosse ser o único da noite.</p>
<p>Chegando o momento de começar a peça, fomos até o “Satyros 1”, mas não pudemos entrar porque ainda não estava liberado o acesso. Então ficamos esperando e, junto com a Samylle e o João, fiquei no bar do local. O João logo comprou duas garrafas de cerveja e começou a beber com o pessoal. Eu e Samylle vimos uma bandeja de brigadeiro e nossos olhos brilharam. Sou praticamente uma sommelier de brigadeiros e levei a Sá para este mundo mágico. Ela decidiu pegar um e eu falei que, se fosse bom, ia pegar um para mim também.</p>
<p>Quando provei o brigadeiro, achei meio ruim, com uma textura gelatinosa e um sabor esquisito. Como sou uma criança na hora de provar comida, logo fiz uma cara de nojo. Porém, a mulher, que parecia ser a dona do local, havia escutado a minha condicionante para comprar outro e viu a minha cara de reprovação. Super sem graça, disfarcei na hora: “Hum, tem uma textura interessante.” E tive que pegar um para mim para consertar a situação constrangedora. O bom é que a Samylle está acostumada com meus foras e consegue contornar super bem, pegando o “gancho”. Então ela emendou com algum elogio também, mas não demorou muito para começar a debochar, imitando os sommeliers: “Hum, primeira nota: veludo”.</p>
<p>Ok, Paula. 2 foras em 1 hora, mas nada de tão grave. Mal terminamos o brigadeiro e o rapaz da entrada veio nos informar que estavam nos esperando para começar a peça. Todo mundo entrou correndo, mas eu queria ir ao banheiro e o João ainda não havia tomado toda a cerveja. Então dei minha bolsa para ele e fui ao banheiro, enquanto ele pedia um copo descartável para colocar a cerveja.</p>
<p>Quando saí do banheiro, encontrei com o João correndo com o copo e minha bolsa. Fomos juntos em direção ao “teatro”. Entramos e, para minha surpresa, de repente, estávamos no palco com todas as luzes viradas para nós. Eu não sabia que o teatro era tão “roots” que tínhamos que passar pelo palco para ir para a platéia. Fora isso, eu estava sem óculos e não consegui ver o pessoal nas cadeiras. Foi ridículo. Entramos correndo, levei um susto, parei no palco e gritei: “Como assim?”</p>
<p>O João também ficou em choque por poucos segundos, mas logo entendeu que era necessário passarmos por lá. Eu não estava entendendo nada, enxergando pouco e nem notei que a atriz já estava no palco. Como ele me puxou pelo braço, deduzi que ele sabia onde estava indo e, poucos metros adiante, avistei todos os amiguinhos rindo da situação e do meu berro.</p>
<p>Atônito, o João, segurando a minha bolsa, o copo de cerveja e me puxando, queria apenas atravessar o palco e sentar. Com pressa, não viu a estrutura de luz que havia no chão e deu um chute nela, derrubando uma parte da cerveja. Neste momento, eu já estava me matando de rir com meu fora. Juntando com o chute na luz, cerveja no chão, eu queria explodir.</p>
<p>Na hora de sentar, eu não queria ficar na cadeira que sobrou e comecei a tentar reorganizar o pessoal (detalhe que eu estava de costas para o palco sem me tocar que a atriz estava apenas esperando que nos ajeitássemos). Eu pedi para mudarem de lugar e acho que o Duda me cedeu o lugar dele com um certo ar de urgência (também não entendi por que tanta rapidez, mas aceitei). Quando fui subir o degrau para a cadeira do Duda, me desequilibrei e chutei as costas de um cara que ficou p. comigo.</p>
<p>Enfim, sentei na cadeira morrendo de rir e virei para o palco. Foi quando tudo fez sentido e aí que não me agüentei mesmo, entendendo o tamanho da confusão que criamos.</p>
<p>O detalhe era que, tirando nosso grupo, havia apenas umas 4 pessoas de fora. O resto parecia ser conhecido da atriz. Por isso, estávamos em TOTAL EVIDÊNCIA. Os amigos, o diretor da peça e todo o resto nos olharam com reprovação absoluta.</p>
<p>Passei os primeiros 15 minutos com lágrimas escorrendo no rosto do meu riso em silêncio. A Samylle, que estava na fileira da frente, conseguiu se concentrar para não rir. Mas eu sabia que ela estava passando mal também. A Aninha, que ficou ao meu lado, também estava me dando trabalho, porque não conseguia se conter. Fiquei morrendo de medo de a atriz perceber que eu estava rindo, porque poderia parecer falta de respeito ou deboche.</p>
<p style="text-align:justify;">O que fez com que eu me concentrasse foi minha cadeira quebrada, que deixou minhas costas ardendo de dor. A peça foi ótima, rápida e dinâmica. Mas claro que a história que contamos e recontamos durante toda a noite foi a minha perfomance no palco. Com apenas uma frase, marquei presença: “Como assim?”</p>
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<p></span></span></span></span></p>
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		<title>Perseguição tácita ao Marco Luque</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Nov 2010 18:27:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>abrindopuertas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tudo começou com o blog. Quando, finalmente, admitimos que não conseguiríamos manter nossa história no “aninomato” para sempre, decidimos contar para os nossos amigos. Entre uma sugestão e outra, criamos um twitter. Logo nós, que achamos o twitter a rede social mais babaca que existe. Mas, como era para o bem do blog&#8230; Adicionamos algumas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=abrindopuertas.wordpress.com&amp;blog=10159558&amp;post=394&amp;subd=abrindopuertas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Tudo começou com o blog. Quando, finalmente, admitimos que não conseguiríamos manter nossa história no “aninomato” para sempre, decidimos contar para os nossos amigos. Entre uma sugestão e outra, criamos um twitter.</p>
<p style="text-align:justify;">Logo nós, que achamos o twitter a rede social mais babaca que existe. Mas, como era para o bem do blog&#8230; Adicionamos algumas pessoas e percebemos que os  artistas escreviam várias vezes ao dia. Até aí, nada demais. A Samylle viciou um pouco (agora ela já está totalmente curada e voltou a repudiar o twitter), passando o dia todo acompanhando os tweets e até chegou a ganhar um ingresso para um show! Foi bem no dia do apagão de SP, mas o que importa é que era de graça, né?</p>
<p style="text-align:justify;">Passado um tempo, compramos ingresso para um de stand up do Marco Luque, que estava ocorrendo do lado do meu escritório e, uma semana antes, vi no twitter que ele tirou uma foto com um óculos que ele havia ganhado. Dar presentes para famosos é uma das funções da assessoria de imprensa. Como eu importava óculos na época e estava sem assessoria de imprensa, comentei com a Samylle que achava uma boa oportunidade dar um óculos no dia da peça.</p>
<p style="text-align:justify;">O que aconteceu no dia não foi novidade. Eu esqueci o óculos. Tínhamos marcado de jantar antes da peça e, quando a Sá chegou ao restaurante e soube da notícia, ficou toda desapontada comigo (não sei como ela não se acostumou ainda) e quis dar alguma coisa mesmo assim. Sim, mas o quê? Eis que ela dá a belíssima idéia de darmos um presente zuado, composto de restos e lixo.</p>
<p style="text-align:justify;">Era uma época em que riamos muito da moda “vintage”.  O povo pega o que é velho, fala que é “vintage” e o preço fica um absurdo. Então resolvemos dar um presente “ vintage”, pois era algo “in” e a única coisa que podíamos oferecer.</p>
<p style="text-align:justify;">Revirando a bolsa, achamos uma borracha usada, 1(uma) luva, 1 grifa texto, um resto de post-it, pegamos alguns saquinhos de açúcar e sal da mesa&#8230; Nesta hora, a Samylle levantou-se para ir ao banheiro e voltou falando: “tem aquele negócio lá do banheiro para dar.” Eu: “O quê? Que negócio?” Ela não conseguia articular direito as palavras (acho que estava prevendo a imbecil idéia que daria e eu concordaria): “Aquele ´coisinho´ de colocar na privada.” O protetor de privada! Ótima idéia. Corri para o banheiro e voltei com um dobradinho.</p>
<p style="text-align:justify;">Juntamos tudo, embrulhamos no papel rasgado do jogo americano do restaurante, amassamos as pontas para não cair, colamos com uns post its e fomos à peça. No fim, deixamos o presente com o produtor e fomos embora.</p>
<p style="text-align:justify;">Claro que rimos do quanto éramos ridículas em fazer algo sem propósito. Para que aquilo? Nem quisemos conhecê-lo. Todas as meninas dando bichos de pelúcia, cartas e nós com aquele presente tosco. Mas foi por brincadeira, não deboche. Sei lá, um lapso de senso de humor tosco. Ainda havia um bilhete em que justificávamos a nossa idéia inicial (óculos) e o porquê da utilidade de cada objeto&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Uma luva só: pois a luva na mão que você escreve mais atrapalha do que ajuda</p>
<p style="text-align:justify;">Post-it: para anotar as idéias para o próximo stand-up</p>
<p style="text-align:justify;">Grifa-texto: para grifar as idéias mais engraçadas</p>
<p style="text-align:justify;">Açúcar e sal: na falta de glicose ou queda de pressão</p>
<p style="text-align:justify;">E o“coisinho” de banheiro: não precisamos falar da utilidade,né?</p>
<p style="text-align:justify;">Passados uns meses, a Samylle vai até a “Disco” e encontra com ele de novo. Ela ficou muito sem graça e me ligou na hora. Paula! O Marco Luque tá aqui. Que vergonha!!! Morri de rir e senti muito por não estar com ela, porque provavelmente eu teria a cara de pau de perguntar se ele tinha usado o presente.</p>
<p style="text-align:justify;">Mais outros meses se passaram e fomos passar o carnaval em Salvador. No último dia, como já contei aqui, a Samylle foi embora mais cedo e fiquei sozinha no camarote Salvador. Fiquei lá “viajando”, curtindo e havia uma pessoa grande do meu lado com muita mulher em volta. Sei lá, ele parecia simpático, mas daí a ter aquele monte de mulher é outra história.</p>
<p style="text-align:justify;">Não lembro em que momento ele se virou para mim e eu perguntei por que tinha tanta gente do lado dele. Ele desconversou, mas uma pessoa me cochichou quem ele era. Aí me toquei e passei a mandá-lo fazer algumas imitações que eu lembrava do stand up. Sim, sou total sem noção. Além de precisar de alguém me “soprar” o nome dele, depois que reconheço ainda exijo um show private. Óbvio que ele desconversou.</p>
<p style="text-align:justify;">O pior é que eu estava em uma “viagem” tão grande que nem lembrei do presente&#8230; Quando contei para a Samylle no dia seguinte, a primeira coisa que ela falou foi: “por que não falou do presente?” É, Sá, você realmente ainda não se acostumou com sua amiga esquecida&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Pelo que deu para perceber, tudo girou em torno do presente tosco. Acho que tínhamos curiosidade em saber se ele se ofendeu, achando que estávamos zuando, ou tem o mesmo senso de humor apurado que o nosso.</p>
<p style="text-align:justify;">Ok! 3 “encontros”, nenhum sucesso, fim da história. Nananinanão. Passados mais alguns meses, a tia da Samylle nos oferece 2 convites para a festa de aniversário de um dos produtores do Marco Luque. Topamos.</p>
<p style="text-align:justify;">Chegando lá, o ambiente era totalmente opressor. Todos conheciam todos. Nós éramos as duas totalmente excluídas do ambiente. Cumprindo nossa máxima “estando no inferno, abrace o capeta”, decidimos beber e curti “on our own”.</p>
<p style="text-align:justify;">Para piorar tudo, havia poucas pessoas, de modo que nem se esconder era possível e ainda teve um show da banca “ Vevets”. Como estávamos no clima carnaval, após algumas caipirinhas, começamos a cantar “ Vé , Vé , Tes- oba, Oba”(trocadilho com a música do Chiclete, entenderam?). Neste momento, eu achei que nossa cantoria e coreografia estivesse sendo algo discreto.Como a banda era nossa única distração e possível “amiga”, já que nem a faxineira quis conversar com a gente, ficamos na beira do palco enlouquecendo.</p>
<p style="text-align:justify;">Em determinado momento, ele passa por nós e vai em direção ao banheiro e a língua da Samylle coçou para perguntar: “ Você está preparado? Trouxe o nosso presente? Olha lá. Não vai sentar no vaso sujo.” Mas ela resistiu para não sermos expulsas.</p>
<p style="text-align:justify;"> Começamos a nos sentir em casa, amigas da banda, de forma aparentemente discreta, longe da visão do aniversariante (que não sabia quem nós éramos) e do Marco Luque (era a 4ª x que o encontrávamos e preferíamos cavar um buraco naquele momento).</p>
<p style="text-align:justify;">Estava tudo muito parado, a banda até que era animada, mas quase ninguém dançava. Claro que não sucumbimos ao desânimo geral e nos pusemos a dançar. Honestamente, estávamos dançando animadas, mas dentro da normalidade( já fomos muito mais empolgadas em outros ambientes), porque o lugar nem permitia grandes loucuras.</p>
<p style="text-align:justify;">Passados uns 30 minutos, para nossa maior vergonha, o vocalista da banda pergunta: “tem alguém aqui animado além destas duas?” DEUS DO CÉU! Que vergonha! Óbvio que todos nos olharam, inclusive os dois que mais queríamos fugir.</p>
<p style="text-align:justify;">Naquele momento, não havia mais opção. Era melhor irmos embora do que sermos reconhecidas como penetras. Ou pior, irmos parar na cadeia como &#8220;stalkers&#8221; do Marco Luque.</p>
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