Todo mundo brinca me chamando de “Seu Saraiva”, por causa da minha fácil irritabilidade. Não que eu seja de dar “chilique” Isto, não. Mas é fato que muitas coisas me deixam irritadinha. Este é meu normal e já aceitei. Até tiro onda com isso. Mas, ultimamente, minha irritação tem passado do limite. Virou algo físico. Juro que até comecei a ficar preocupada. Em uma crise de neurose, resolvi questionar a Samylle se eu andava muito irritada com ela, que queria ser mais amiga, companheira e não aquela pessoa que sempre se irrita com algo. Tudo anda me incomodando tanto que fiquei em pânico com medo de não estar sendo legal com as pessoas que merecem (afe, está até parecendo crise da meia idade.rsrsrs)
Com tanta coisa me irritando no fundo do coraçãozinho, resolvi verbalizar e percebi que o mundo anda irritante mesmo, gente. Tirando o trânsito e afins inerentes a uma cidade grande, há outras peculiaridades. Tudo começa de manhã (para quem não sabe, estou sem empregada porque a minha foi operada), quando a faxineira prepara o café da manhã e coloca os talheres de almoço. Uma colher gigante, um garfo gigante… Respira, Paula. Ela não foi treinada para isso. Ela faz questão de preparar um suco de laranja e ignorar o coador que já vem com a máquina de espremer. Põe aquele monte do “gomo” no suco. Relaxa, Paula, e vai trabalhar.
Ai, que delícia. Dia lindo. Chego no escritório, ligo o PC para ler as notícias dos jornais e dou uma fuçadinha no Facebook. Aí vem o arsenal de lixo. Mulheres mal amadas que só sabem dar indiretas, ou tentam se afirmar que são as pessoasmaisfelizesdomundo! E homens monotemáticos que, logo cedo, querem falar de futebol. Quarta-feira, então, é um dia que decidi não entrar no facebook. É futebol, futebol, futebol. Taça sei lá do quê, campeonato x, jogador y. Deus do Céu!!! No dia que a primeira mulher abriu a conferência da ONU (eu não votei nela), nenhum homem teve a capacidade de se atentar a este fato.
Solta e ar e relaxa, Paula. Ah, a hora do almoço é uma hora tão feliz. Vou em paz almoçar, relaxar, pensar na morte da bezerra… Mas NÃO! Chego ao restaurante e há uma TV ligada em um programa de quê? F-U-T-E-B-O-L. Não sei como chama. É algo tipo “roda viva”. Uma mesa que ficam discutindo um monte de coisas inúteis para a vida de qualquer um. E o pior é que um deles é um cara tão ignorante e chato que me irritou mais ainda. Acho que ele foi jogador, tem um olhos claros e fala igual um “jeca”. Aquilo foi me irritando tanto, mas tanto que vocês não imaginam. Todos os garçons desconcentrados vendo TV e não havia como ser bem atendida.
Decidi que o próximo almoço seria no shopping. Assim eu vejo lojinha e fico feliz. Mas como ficar feliz com uma vendedora que parece um cachorro carente? “Está procurando algo especial?” “Paz, você tem de que cor?” Sorria, Paula. A Chris diz que você expressa suas reacções muito claramente no rosto. Disfarça e finja ser simpática.
Não dá para ter paz em lugar nenhum. Tá bom. Então eu vou para a academia, ligo meu ipod, converso com algumas poucas pessoas que se salvam naquele ambiente, suo e durmo feliz. Eis que neste dia a academia nos presentou com um DJ, que realmente estava crendo que tocava para uma multidão. Era um som tão alto, mas tão alto que… me IRRITOU! Além da música ser uma daquelas que não tem letra (trance, drum, tecno, x, y, z), não dava para conversar, nem para escutar o ipod. Acho que meu rosto demonstrava tanto a minha irritação que umas 3 pessoas vieram me perguntar o que se passava.
Como diz o meu pai, “o que não tem solução, solucionado está”. O melhor é ir embora, já que o plano B (academia) não deu certo. No caminho, lembrei que precisava comprar o remédio da tireóide (será que é ela que me deixa assim?) e parei na farmácia. Ai, ai, ai. Quem foi que inventou a cestinha na farmácia?É só você pisar que vem alguém querendo te empurrar uma cestinha. People, eu odeio tudo que vem com “inha” (cestinha, lembrancinha … Só gosto da Paulinha. rs). Mas não adianta você negar. Basta mudar de corredor que outra pessoa vem perguntar se quer uma cestinha.
Tenho que andar com uma corda no pescoço pendurada com várias plaquinhas: “Não quero cestinha”, “Não estou procurando nada em especial” etc. Eu até dei risada neste dia porque percebi que meu prognóstico não é dos melhores. O que será de mim com 60 anos? Aquela velha chata que implica com crianças, bagunça, comida, tudo. Quem viver verá.
Tags: academia, cestinha, humor, irritação, seu saraiva
29/09/2011 às 11:45 |
E o jogo de onte? Gostou da estréia do Lucas como titular? Golaço hein….ahhahahahahaha!
Bjo.
29/09/2011 às 14:17 |
Sabe a velha com os gatos, então….rsrsrsrsr….já falei isso para a Priscila tb, tem que respirar muito….
Mas vc deu uma exagerada, vc está bem melhor com a irritabilidade…
Samylle, o proximo post é seu hein, vamos reanimar esse blog,
beijos
29/09/2011 às 23:00 |
Fi, eu não assisti o jogo porque o sono tava mais empolgante, mas gostei de nosso novo espaço de discussão futebolística!!! Te espero aqui na próxima quarta pra discutirmos sobre o placar da rodada!!! hahahaha (Paulinha, favor não escrever como resposta o que voce acabou de pensar!
)
30/09/2011 às 22:17 |
Bom, estamos envelhecendo juntas… pq sou igual. E tbm dou risada. Acho que quando não rirmos mais é que devemos nos preocupar. Somos ácidas ué. Há humor nisso…